Tardinhas

Quando criança, eu era apaixonada por estórias que meus irmãos e tios contavam.

De tardinha, punha-nos em volta da mesa da cozinha para ouvir meus irmãos e tios. Era uma família numerosa, ruidosa, cheia de vida...

Eram histórias de arrepiar e de fazer tremer o mais corajoso que lá estivesse. Lobisomem, mula sem cabeça e assombração. Que medo! 

Também tinha muita ternura e ensinamento: Pombinha branca, Filho pródigo, Três porquinhos, Joãozinho e Maria! 

Dessa forma virei gente grande: ouvindo e enfrentando os medos e desafios daqueles que me são importantes, percebendo o esforço do trabalho nas lavouras de café, sentindo a energia dos campeonatos de futebol nas fazendas vizinhas e a sensação maravilhosa de aventura ao pegar rabeira nos ônibus que ali transitavam. 

Quanto desafio, força de vontade, ensinamento e exemplo!

Viajo hoje entre as lembranças daquelas tardinhas recheadas de bolinhos e chá e de anoiteceres com substanciosos jantares regados a muitas verdades e saberes. Doce de abóbora, arroz doce, canjica, polenta com café com leite, cuscuz. 

Cresci assim: ouvindo histórias!

Aprendi a ouvir e observar a vida e suas implicações, a ouvir lembranças e sentimentos!

E foi assim que aconteceu. 

Hoje meus dias têm sido acompanhados pelos livros dos mestres e de um desejo pelo saber, que não se completa a cada dia.

 

 

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